quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Artigo Wagner Baldez: A ÁRVORE DE NATAL NO CAÇULÂNDIA


Por Wagner Baldez (*)

Era um costume de nossa tia Mundica montar sua árvore de natal: atividade realizada há mais de 50 anos; inclusive tornando-se uma das maiores paixão de sua vida!

O que mais se destacava nessa obra era a originalidade, devido ao fato da árvore por ela criada possuir característica própria, bem diferente das tradicionais árvores armadas no interior das casas residenciais urbanas: modelo esse que dá um aspecto bastante atraente, em razão da decoração possuir uma variedade de peças coloridas, auxiliada pela iluminação do tipo “pisca-pisca”.

Portanto, dita árvore servia para enfeitar o ambiente enquanto a outra tinha uma função social! como veremos adiante...

Passemos, então, a reproduzir como eram conduzidos os trabalhos que antecediam a instalação da citada árvore.

Três dias antes, tínhamos como missão receber nossa tia Mundica e comitiva na Estação da estrada de ferro do Maracanã, já que o transporte usado era o trem e com elas as peças que compunham a árvore de Natal.

Tão logo amanhecia, a turma já se encontrava no ponto de cumprir a tarefa recomendada. Caminhando em direção à Estação, indo a nossa frente o carro de boi de Seu Domingos, todo enfeitado de bandeirinhas.

Ao recebermos os caravaneiros, retornávamos ao ponto de partida e, alegres, cantávamos as marchinhas inspiradas nos acontecimentos vividos naquele momento!

Por todo trajeto ouvia-se os aplausos dos moradores, em comovente e entusiástica saudação: “viva dona Mundica Sousa”!

Chegando ao Caçulândia, a mesa do café já se encontrava à disposição do pessoal...

Seguindo a orientação do patriarca Clóvis Sousa, carinhosamente chamado de Seu Có, foram dando início aos trabalhos. A cargo do Seu Domingos e Alípio foi executado no terreiro da casa o plantio de duas árvores tiradas no mato. Numa delas seriam penduradas os vestidos para crianças do sexo feminino e na outra os brinquedos distribuídos para ambos os sexos.

Seu Có, como uma espécie de Rei da Folia, transformou o ambiente numa praça de diversão, começando com o levantamento do pau de sebo. Agregando a essa brincadeira havia a matança do pato, do peru, a corrida do saco: diversões essas que despertavam nos assistentes imensas expectativas e gargalhadas a valer, em razão dos disparates cometidos pelos disputantes.

Essa iniciativa acontecia após a distribuição dos presentes para a criançada, procedente dos povoados circunvizinhos.

Além desse passatempo, não faltavam as presenças dos vendedores de produtos da própria comunidade, tais como: o gelado raspado, tendo como vendedor Florêncio, conhecido por geladeiro; as cocadas gostosíssimas de maracujá, feitas por Baiata, por sinal a moradora mais antiga do lugar; beiju com café, bolo de todas as espécies. Só não era permitida a venda de bebidas alcoólicas.

Assim que encerrava a programação – isso no fim do dia –, surgia o foguetório, inusitadamente, deixando o pessoal bastante agitado. Era a despedida... e a saudade pesando na alma da multidão, que já fazia planos para comparecerem na mesma época do ano vindouro, tal a felicidade experimentada!

Torna-se imperativo ressaltarmos o comparecimento das pessoas que, embora residindo em outros estados, nunca deixaram de comparecer ao citado evento, em razão do grau de amizade que nutriam pela família Sousa!

Entre tais personagens constavam a senhora Undine e Ely, seu esposo, e ainda o seu irmão Afrânio; José Maria Bílio e família, Walter Mendes e família, Carlos Melo, Cláudio Rolan e Maria Aragão e muito outros cujos nomes no momento não me assoma à mente.

Também nesse festival, da mesma forma se encontravam presentes as pessoas amigas da família, e residentes em nossa capital. Todos os citados, inclusive, colaboravam materialmente com o evento de forma espontânea.

Eis um dos motivos pelas quais a promotora da árvore de natal capitalizou a simpatia, admiração e conseguiu ser profundamente querida, ao ponto de se tornar hóspede eterna das nossas lembranças, ainda que postumamente!!!



(*) Wagner Baldez - Servidor Público Aposentado, membro do Comitê de Defesa da Ilha, um dos fundadores do Instituto Maria Aragão. Integra a Executiva Estadual do PSOL/MA

domingo, 20 de dezembro de 2015

Artigo Wagner Baldez: O NATAL EM CAÇULÂNDIA

Por Wagner Baldez (*)

Bem poucos os locais onde a celebração do Natal se comparasse como os realizados no CAÇULÂNDIA!

Para melhor entendimento dos leitores, Caçulândia é o nome do Sítio da família Sousa Baldez, localizado, há mais de um século, no povoado denominado Ambude, pertencente à Alegria, distrito do Maracanã: região essa que faz parte da bacia do Bacanga.

Era lá que as quatro famílias – SOUSA BALDEZ, RIBEIRO BALDEZ, CUNHA BALDEZ e MENDES BALDEZ – se reúnem nas temporadas de férias escolares da garotada, acontecidas em junho e no período de final de ano, principalmente.

Aproximadamente 80 pessoas faziam parte do grupo. A satisfação experimentada nesse recanto, dava-nos a certeza de que as nossas vidas tornaram-se um eterno amanhecer! Já que se imaginava ser mencionado ambiente uma fonte de ternura e prazer, tal harmonia existente!

Havia uma tradição oral, passada de geração a geração, de que esse local servia de refúgio às mãe d’águas e outros seres fantásticos, popularmente chamados de encantados.
A natureza foi pródiga com a geografia desse pedaço de chão!

Um dos componentes que contribuíam para tornar o cenário paradisíaco era o riacho com suas águas lustrais que passa pelo fundo do sítio, em cujas margens, chamadas de brejo, prosperavam extensos juçarais e buritizais!

Justamente nesse templo ecológico onde a festividade do Natal era comemorado.

Após nos divertirmos bastante durante a maior parte do tempo, se aproximava a ocasião de interrompermos as brincadeiras para auxiliar na preparação dos festejos.

Por tradição, o espaço ocupado era o terreiro da casa, onde a concentração se realizava a céu aberto, sob o pálio das estrelas a enfeitar aquela mágica noitada!

Tão logo concluídos os preparativos, a turma, já banhada e de vestuário trocado, aguardava o início da programação, a partir das 20 horas até à meia noite.

Nesse intervalo alguns dos companheiros, como Clóvis Bernardes e Clóvis Vieira, resolviam contar algumas piadas, que tanto nos divertiam.

Nessa particularidade, a presença de SINHÁ DE CUNHA, como era conhecida na intimidade, tornava-se indispensável, por levar o pessoal ao delírio com seu repertório abastecido por fluídos um tanto obscenos, mas aceito unanimemente!

MEIA NOITE! O momento mais esperado chegava... Com profunda satisfação, apreciávamos as vozes das irmãs DORA, MEMÉ e CLEIDE cantando músicas sacras, acompanhadas por MEMECO, TUNICO TELES, no violão, e EUZEMAR, no violino, cujos acordes acromáticos a todos extasiava!

Tão logo encerrado o Ato em homenagem ao menino Jesus, principiava a ceia, constando de chocolate, bolo de tapioca, bolo de macaxeira, beiju: iguarias assadas no forno de barro aquecido à lenha.

Então, após referida etapa, seria a vez da serenata, com GLACY cantando sua música predileta: morena boca de ouro; o mesmo acontecendo com Clóvis Vieira interpretando a canção de sua paixão: noite enluarada.

Anunciando o romper do dia, siricora no brejo soltava seus primeiros cantos “três pote, três pote... pote, pote, pote”; enquanto o galo entoava o seu “co-cori-cóó”, escutado à distância, tal a força de sua garganta! Diante de tais anúncios, só nos restava o necessário e aconchegante repouso...


Inspirados nessas saudosas e agradáveis recordações, elegemos o Caçulândia, A METROPOLE DOS NOSSOS SONHOS.


(*) Wagner Baldez - Servidor Público Aposentado, membro do Comitê de Defesa da Ilha, um dos fundadores do Instituto Maria Aragão. Integra a Executiva Estadual do PSOL/MA

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Artigo Wagner Baldez: A lamentável e vergonhosa fachada do Centro de Saúde Dr. Paulo Ramos


Por Wagner Baldez (*)
Uma maranhense há anos ausente de sua terra, transitando pela Rua do Passeio, à procura do Centro de Saúde Dr. Paulo Ramos, mas encontrando certa dificuldade em localizar o prédio, dirige-se a um dos transeuntes e pergunta:
- Cidadão, faça-me a gentileza de me informar onde se acha situado o Centro de Saúde Dr. Paulo Ramos?
- Minha senhora, o prédio, apontando com o dedo, é justamente esse ao nosso lado.
- Permita-me: o senhor não está enganado?
- De forma alguma! Por que você coloca em dúvida a informação que lhe presto?
- Por achar que o local indicado me dá a impressão de se tratar mais de um pardieiro do que propriamente uma Casa de Saúde, da forma como a conheci...
- Para melhor se certificar, veja o nome do Estabelecimento colocado na placa, esta fixada na frente do prédio da citada Repartição, orienta o cidadão.
Tinha a senhora toda a razão de questionar: principiando pela falta de reboco nas paredes esburacadas.
Já na parte lateral do prédio que dá para a Rua do Passeio, preso à parede encontram-se várias peças de metal no sentido linear, nelas permanecendo restos de fibras completamente dilaceradas e encardidas, devido ao longo tempo de existência, sequer, portanto, removidas por exclusiva negligência das autoridades. Logo abaixo se acha uma construção de alvenaria, dando-nos a impressão de tratar-se de uma lixeira, mas sem utilidade; haja vista encontrar-se sobre a própria laje caixotes acumulados e outros materiais imprestáveis.
A pintura faz anos que não é renovada, perdendo completamente a cor primitiva.
Mencionadas irregularidades vêm causando péssima impressão, ainda mais por se tratar de uma Casa de Saúde, onde a higidez é fator indispensável!

Essa indesejável situação vem ocorrendo há algum tempo.
O que também revoltou essa nossa conterrânea demandou do fato da Secretaria de Saúde – bem próxima ao citado Centro – se achar instalada num imóvel tão bem cuidado no que se refere à parte física; quando citado tratamento caberia ser dispensado ao condenado Centro de Saúde Dr. Paulo Ramos...




(*) Wagner Baldez - Servidor Público Aposentado, membro do Comitê de Defesa da Ilha, um dos fundadores do Instituto Maria Aragão. Integra a Executiva Estadual do PSOL/MA

Artigo Wagner Baldez: GALERIA DOS ESQUECIDOS - Newton da Silva Menezes


Por Wagner Baldez (*)

Evocamos personagens modestos, mas cujo valor pessoal permanece consagrado na memória de uns poucos; haja vista o fato de citados protagonistas sustentarem durante toda a existência uma admirável e exemplar postura moral!
Referida reputação poderia servir de aporte e legado aos bem intencionados, inclusive aos pósteros, caso houvesse, da parte da sociedade, interesse em difundir ou pelo menos aprovar tão nobre e fecunda ação...
Ao contrário: na ridícula compreensão desse arrogante e preconceituoso grupo social (elite dominante), nenhuma menção que legitimasse algo como forma de reconhecimento aconteceu, mas simplesmente o ostracismo à guisa de recompensa.
Portanto, esse foi o motivo que nos moveu a criar este espaço, cujo único propósito consiste em ressuscitar os feitos desses intérpretes e paladinos da moral e da dignidade!
Assim procedendo, e imbuídos dessas certezas, nos esforçamos para que a presente obra consiga alguma ressonância por parte da atual sociedade.
Outrossim, procuramos resgatar essa dívida, propositadamente ocultada por  aqueles  que consideram  a moral  não como uma ação de acordo com os bons costumes.
O espaço encontra-se à disposição daqueles que dele queiram fazer uso: incorporando nomes que nessa particularidade se identifiquem integralmente com a causa que defendemos.
Iniciamos a presente tarefa fornecendo a biografia do maranhense que, em vida, atendia pelo nome Newton da Silva Menezes.

Newton da Silva Menezes
Nasceu em São Luí (M), em 24 de abril de 1901, falecendo no dia 02 de abril de 1993.
Orita da Silva Menezes era o nome de sua esposa, com quem teve onze filhos!
Ocupando o cargo de comandante da Guarda-Moria ­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­- repartição fiscal aduaneira - deu exemplo de retidão e cordura no exercício da função até completar o tempo de se aposentar.
Em nenhum momento de sua vida funcional se deixou dominar, influenciar e seduzir por algo vantajoso oferecido pelos que participavam dos leilões ocorridos como de praxe, naquela Casa, ainda que não comprometesse as suas atribuições no cargo em que ocupava: acontecimento raro entre dirigentes de repartições públicas!
Em razão desse comportamento, capitalizou o respeito e admiração de todos que o conheceram!
Durante toda a sua existência morou em casa alugada, por não dispor de condições financeiras para adquirir um imóvel. Carro... nem pensar!
A única herança deixada para a esposa e a extensa prole foi o exemplo de vida: legado que se constituiu no maior orgulho para a família; a qual se esforça para imitá-lo. Aliás, o que vem acontecendo.
Ainda bem que houve o reconhecimento por parte das mais altas autoridades alfandegárias; haja vista que, com a reclassificação ocorrida na Guarda-Moria e, consequentemente, com a criação da Receita Federal, fora ele investido no cargo de auditor fiscal.
Vale ressaltar haver recebido, inclusive, um documento oficial procedente de Brasília tratando de sua folha de serviço, isenta de quaisquer manchas!
Portanto, pessoas dotadas de tais qualidades morais tem o seu lugar consagrado neste espaço!!!


(*) Wagner Baldez - Servidor Público Aposentado, membro do Comitê de Defesa da Ilha, um dos fundadores do Instituto Maria Aragão. Integra a Executiva Estadual do PSOL/MA

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Artigo Wagner Baldez: A METODOLOGIA DO IMOBILISMO (Para apreciação do Governador Flávio Dino)



Por Wagner Baldez (*)

Afinal de contas, com quais intenções foram criadas as Secretarias Estadual e Municipal do Meio Ambiente, inclusive o IBAMA e demais órgãos congêneres?!

A pergunta se ampara no fato da ausência de qualquer participação para qual foram elas destinadas.

A “existência” dessas repartições somente se tornam conhecidas do público através da propaganda midiática, porém nunca materializada na prática: daí as razões lógicas das dúvidas!

Até parece que aludidas entidades surgiram não para servir de órgãos técnicos, para cuidar da defesa contra as agressões criminosas sofridas pela natureza, mas principalmente no sentido de funcionar como “CABIDE DE EMPREGO”.

Nesse cenário, torna-se evidente a inexistência de empenho requerido por esse tipo de operação, o que pressupõe, inclusive, a falta de consciência ecológica da parte dos gestores.

Para comprovar citada afirmação, que seja o suficiente abordar o que vem acontecendo com os córregos existentes no lugarejo denominado AMBUDE, os quais atravessam longa faixa formada de brejos, sendo a vegetação constituída por juçarais e buritizais. É justamente nesse povoado onde se realiza a tradicional festa da juçara!

Apesar das reiteradas  denúncias, nenhum procedimento fora ultimado por parte dos gestores das respectivas pastas.

Para conhecimento dos dirigentes dos setores relacionados com o Meio Ambiente - ainda bem que se trata apenas da metade... -, o referido manancial é a única reserva hídrica oficializada por lei municipal, merecendo completo amparo dessas Secretarias.

Também à guisa de reforço apelamos ao PV, a fim de que se incorporasse a essa cruzada ecológica, já que mencionada agremiação política se proclama “defensora” do Meio Ambiente. Leia através do nosso Facebook (acesse aqui: Wagner Baldezo artigo intitulado "Um verde completamente estiolado!"


Em razão da completa falta de providências, transferimos ao Dr. Flávio Dino  aludida questão, na certeza de que o chefe do Executivo Estadual solucione definitivamente referido impasse, cuja origem vem da triste época em que dona Roseana Murad ocupava como intrusa a TOCA DOS LEÕES.


(*) Wagner Baldez - Servidor Público Aposentado, membro do Comitê de Defesa da Ilha, um dos fundadores do Instituto Maria Aragão. Integra a Executiva Estadual do PSOL/MA

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Artigo Wagner Baldez: O PRAZER DA VOLTA! (Conto)



Por Wagner Baldez (*)

Passado alguns meses, voltamos à casa do Senhor Zemetério (compadre do Guarda- Fios), cumprindo, assim, o trato combinado.

Era um domingo, por tradição o dia reservado para visitarem amigos, parentes e, em algumas ocasiões, aqueles que viviam em localidades mais afastadas. Citado passeio era uma das pouquíssimas diversões de que dispunham os moradores dessa região; o que, aliás, lhe proporcionavam imensa satisfação!

Encontramos o compadre Zemetério (tratamento por afinidade) no terreiro da casa, reunido com amigos a trocarem um “dedo de prosa”; o que tornava o ambiente aconchegante! Dispostos em círculos, sendo o centro ocupado pela pessoa do compadre, por ser ele o principal personagem a comandar a palestra.

De vez em quando explodiam as gargalhadas causadas pelas estórias contadas pelo dono da casa.

Nos momentos apropriados, o compadre alterava a voz:
- Epifânia, tá na hora do moca!

O qual era sorvido com todo o prazer! Em cada rodada os consumidores saudavam a bebida com o refrão: viva o único preto que é recebido com cortesia nos salões dos brancos!

A partir desse momento foi que eles deram com a presença dos visitantes, o que tornou o ambiente mais alegre, ao ponto de contagiar os participantes, incentivando-os aos cumprimentos afetuosos!

Bem, companheiros, em homenagem aos amigos recém-chegados, vou relatar um caso que se passou comigo há poucos dias quando viajava para cidade de Pedreiras.

A certa altura, atravessando o grotilhão mais acidentado do trajeto, fui surpreendido por vozes estranhas, assemelhando-se a um canto de reisado. Entretanto, por encontrar-me um tanto afastado do local donde procediam as vozes, não dava para entender o significado. Tomando chegada, comecei a distinguir o que, até então, era incompreensível: Uma voz arquejante, como se alguém lhe apertasse a garganta, apelava:

- Ai Jesus!...

Em côro, vozes misteriosas respondiam:

- Não tem Jesus, não tem nada, hoje você vai! Sendo que as notas eram agudas.

Um tanto assustado, me veio a dúvida: Como pode isso acontecer, se não existe moradia nessas imediações?!

Ainda assim resolvi partir em direção do local suspeito, embora a escuridão fosse por demais tenebrosas, pelo fato de ser noite chuvosa!

De revolve em punho, penetrei no recinto: uma espécie de caverna, cuja cobertura era formada por intrincado cipoal, para aquelas bandas conhecido como mufumo.

Assustei-me, já que vozes ecoaram próximo de onde me encontrava!

De imediato liguei a lanterna, deparando-me com uma cena estranha, capaz de paralisar qualquer cristão!

A essas alturas, o pessoal já bastante agastado, porém na mais completa expectativa em desejar saber do que se tratava, se precipitaram em afirmar ser o “Rabudo”!

Qual nada, respondi em seguida!

Então, o que era, finalmente?!

Nada mais nada menos que um “sapo boi” agredido por duas muriçocas, com os ferrões introduzidos no “pano da costela” do pobre animal, deixando-o imobilizado em razão da perda de sangue.

Urgentemente, procurei retirar o sapo da incomoda situação.

Puxa Zemetério, você nos fez sofrer mais do que o castigo imposto ao sapo!

Embora tenha passado por esse angustiante drama, houve o lado pitoresco: pois não é que na volta, ao passar pelo local da ocorrência, perfilados estavam dois mil sapos a cantarem em côro, como que expressando a sua gratidão: Aqui viemos para saudar o nosso protetor...
Agradecei a calorosa mensagem, e logo segui viagem.

Zemetério, você é um gênio por saber seduzir os ouvintes, através das suas bens contadas estórias!

Vá com Deus! Assim foi o grito uníssono dos que lá se encontravam no momento da saudosa despedida!!!.


(*) Wagner Baldez - Servidor Público Aposentado, membro do Comitê de Defesa da Ilha, um dos fundadores do Instituto Maria Aragão. Integra a Executiva Estadual do PSOL/MA

Lar da Infância

Lar da Infância
Pires de Saboia (*)


Era tarde. Bem longe o sol morria.
De longa ausência, eu ia grave e triste
Pela mesma de outrora alegre via
Para onde tanto o meu amar persiste

Depois.....a dor de recordar sofria!
Era o meu lar da infância. Ainda existe a mesma casa, o quarto onde eu dormia,
Transpondo o anos tudo enfim resiste!

Revi ao lado o rio, a cachoeira,
O açude junto da alta carnaubeira
Onde tanto brincava ao fim do dia.

Porém não mais ouvi a voz dos meus.
Quanto silêncio! Que tristeza oh Deus!
Somente a sombra de um passado havia.



(*) Wagner Baldez: A publicação é a pedido do jovem João Carlos Nepomuceno, de Barra do Corda-MA. Trata-se de um profundo admirador das obras do intelectual Pires de Saboia. Entretanto, relutei em divulgar a composição, receoso de provocar um surto de choro, cujas lágrimas derramadas pode levá-lo a uma desidratação ao ler aludido soneto, como aconteceu em outra ocasião!... O autor da poesia é pai do nosso companheiro Haroldo Saboia 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Saiba quem são os deputados maranhenses à favor de cobrança de taxas no ensino público

De 18, só dois contra a cobrança de taxa no ensino público

Assim votaram deputados federais do Maranhão quanto à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 395-A/2014, que altera o inciso IV do artigo 206 da Constituição Federal, que quebra o princípio da gratuidade do ensino público, permitindo a cobrança de taxas em cursos de extensão, especialização, aperfeiçoamento, etc:

À FAVOR DA COBRANÇA DE TAXAS - Alberto Filho (PMDB), Aluisio Mendes (PSDC), André Fufuca (PEN), Cleber Verde (PRB), Hildo Rocha (PMDB), João Marcelo Souza (PMDB), João Castelo (PSDB), José Reinaldo (PSB), Júnior Marreca (PEN), Juscelino Filho (PRP), Rosângela Curado (PDT), Victor Mendes (PV),

Votaram contra: Eliziane Gama (Rede) e Rubens Pereira Júnior (PCdoB).

Ausentes: Pedro Fernandes (PTB), Sarney Filho (PV), Waldir Maranhão (PP) e Zé Carlos (PT).

Para cobrar o voto dos deputados maranhense nessa votação, saiba os contatos de cada um aqui.


Como é atualmente o inciso IV do artigo 206 da Constituição Federal:

"O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;"


Como ficará, se for aprovada em segunda votação na Câmara dos Deputados e em votação em dois turnos no Senado Federal:

""Art. 206 (...)
IV – gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais de educação básica e, na educação superior, para os cursos regulares de graduação, mestrado e doutorado."

Pela PEC, os demais cursos ficam autorizados a cobrar taxas, mensalidade, etc.

Saiba mais sobre a proposta aqui.


SÓ PCdoB, PSOL e Rede VOTARAM 100% CONTRA A PEC.
Confira o voto por partido, aqui.

sábado, 17 de outubro de 2015

DESPREZO



Por Wagner Baldez (*)


Vai-te, alma penada!
Para bem distante do nosso convívio
Onde possas realizar com prazer
O restante dos teus mórbidos sonhos!

Se pensas voltar... é teimar tal qual uma mula!
Sabendo que o povo te nega apreço inclusive qualquer ajuda,
Por jamais pareceres com o de outrora louvado LULA!
Hoje, investido na figura de um Judas!

Tal a nossa profunda indignação
Ao contraíres aliança com a Sarneyzada
Por ti exacerbadamente execrada!
Ao ponto de afirmares ser o senador refinado ladrão.

Que vá o quanto antes, alma penada!
Mas que leves não só o PT no teu bornal,
Como os partidos, cujas siglas, terminam em DB;
Em razão da vergonha que vem causando à política nacional!

No sentido de avaliar o perfil de ambos os personagens, a respeito da conduta moral, comporta acrescentarmos, no presente texto, a seguinte citação bíblica: “Diga-me com quem andas que te direi quem és”.
Materializando: ladrão por ladrão...

Que complete o leitor, se assim o desejar.


(*) Wagner Baldez - Servidor Público Aposentado, membro do Comitê de Defesa da Ilha, um dos fundadores do Instituto Maria Aragão. Integra a Executiva Estadual do PSOL/MA

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Artigo Wagner Baldez: A MÍDIA MANIPULADA




Por Wagner Baldez (*)

Hoje, me dispus, com o maior empenho e satisfação, tratar da greve do Judiciário Federal; já que a mídia se omite, propositadamente, embora tenha como compromisso e função precípua noticiar os fatos de interesse público; sobretudo pela importância social e política que o ATO representa, a exemplo do citado movimento paredista, realizado em Brasília.

Tal procedimento restringe-se no desejo de satisfazer aos interesses das classes dominantes e, por extensão, do Poder Executivo; delas tornando-se submissa!

Se uma classe ou categoria recorre, à guisa de socorro ao movimento grevista, é por uma questão de não dispor de outro mecanismo ou instrumento que venha fazer jus às suas aspirações...

Geralmente os governos tripudiam sobre quaisquer que sejam as reivindicações postuladas pela classe trabalhadora, mormente a do funcionalismo federal: ao ponto de não cumprirem os mais elementares compromissos, como vem de ser o caso dos acordos firmados entre as partes; inclusive protelando sucessivamente o pedido de renegociação; cuja finalidade implica em resolver o quanto antes e definitivamente o impasse criado pelo próprio governo.

O que temos assistido é um governo dispersivo e insensível na maneira de agir sobre o trato da referida questão; procurando, através da mídia, espaço para fomentar uma sórdida campanha, com a finalidade de convencer a população de que a remuneração dos servidores federais estão bem acima do mínimo!

Entretanto, aludido argumento usado pelo governo não serve de parâmetro para avaliar desigualdade remunerativa; levando em consideração a formação ou valorização técnica exigida para o exercício do cargo, tendo o servidor, por força de lei, submeter-se a concurso público.

Todos os males acontecidos neste país é de inteira responsabilidade dos Poderes; porém ao funcionalismo é atribuída a culpa.

Já no tempo do calhorda do FERNANDO HENRIQUE os servidores públicos eram tratados ostensivamente de VAGABUNDOS! Repetindo outros insultos do governo do cabotino COLLOR DE MELO, quando qualificou-os de MARAJÁS!

Torna-se importante o público tomar conhecimento da verdade: o real motivo da greve decorre do fato do governo se negar a cumprir um direito Constitucional, ou seja, a Reposição Salarial desde 2006, cuja demora vem prejudicando de forma brutal o orçamento dos trabalhadores do judiciário.

O que se torna lamentável, repetimos, é a posição mantida, particularmente grave, pela mídia, quando sequer divulga algo a respeito de tão significativo evento, cujo movimento vem reunindo milhares de servidores vindo de todas as partes do Brasil e concentrados na Praça dos Três Poderes, numa ação empolgante e memorável! cuja carga de emoção estende sua chama contaminando a alma da brasilidade; os quais, compreendendo o sentido da luta, passaram à apoiá-la.

Essa ação movida pelos trabalhadores do Judiciário Federal, por certo servirá de exemplo para a CONDSEF, FINISEF e CUT – Entidades catalisadoras dos interesses das classes a elas filiadas – que, ao invés de mobilizarem suas lideranças em apoio ao movimento paredista, resolveram, isto sim, instalar-se de maneira covarde e traiçoeiramente no PORÃO DO PALÁCIO DO PLANALTO, aguardando as ordens da Presidenta como deveriam se comportar...

Observando os efeitos do movimento, me assoma à mente o seguinte fato, o qual se tornou hospede das minhas lembranças. Certa vez, falando na ONU, o líder Palestino Yasser Arafat, ao encerrar o seu lapidar discurso de ressonância universal, sentenciara: “A JUSTIÇA DA CAUSA DETERMINA O DIREITO DE LUTA”.


AVANTE! pugilos de bravos e obstinados servidores públicos! ATÉ A CONSUMAÇÃO DA VITÓRIA!!!


(*) Wagner Baldez - Servidor Público Aposentado, membro do Comitê de Defesa da Ilha, um dos fundadores do Instituto Maria Aragão. Integra a Executiva Estadual do PSOL/MA

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Artigo Wagner Baldez: PACTO OU IMPACTO (Parte II)



Por Wagner Baldez (*)

Concluída a intercalação, onde os fatos inseridos funcionaram como objeto de predominante significação histórica; inclusive enriquecendo o texto como forma de justificar a semelhança entre a série de acontecimentos consumados no passado e cujo enredo vem se repetindo no presente. Agora, cabe-nos dar continuidade às narrações, as quais, certamente, despertará algum interesse da parte do leitor.

Pois bem, naquelas alturas, inusitadamente, um dos teóricos do grupo sai com a seguinte sugestão:

- “Companheiros, a fim de darmos substancial suporte às nossas pretensões, torna-se necessário capitalizarmos a simpatia e o apoio das classes sociais média e alta, convidando-as a comparecerem ao evento exclusivamente dedicado à citada elite.

Proposição que obteve o consenso dos demais.

O local seria o TEATRO ARTUR AZEVEDO, tradicional Casa de Cultura de nossa cidade. Na data previamente marcada, para lá se destinaram uma aluvião de pessoas de escol, lotando o espaço físico do referido estabelecimento: o que dava aos promotores a notória impressão de absoluto sucesso!

Ao iniciar os trabalhos, coube a JOSÉ REINALDO, ELIZIANE GAMA e MÁRCIO JERRY a função de expositores do que seria o PACTO... O silêncio era profundo, o que demonstrava o comportamento educado dos participantes!

Encerrado o último ATO DA FALSA COMÉDIA, despedindo-se da seleta assistência com o tradicional gesto de agradecimento, eis que da platéia, surpreendentemente, começa os estridentes assobios e o ensaiar das vaias, denunciando completa insatisfação contra tudo o que fora dito... Rapidamente o PANO DE BOCA baixa, dando a ideia de proteger ou ocultar os ATORES; ao mesmo tempo em que as luzes da ribalta se apagam com as demais luminárias, deixando o ambiente na mais completa escuridão.

Porém tal ação não impediu que a multidão – a essas alturas irritadíssima – permanecesse vaiando; e aos gritos, xingavam:

- TRAIDORES! INSENSATOS! MISERÁVEIS TRAPACEIROS! ABAIXO COM ESSE INSOLENTE E MÓRBIDO PACTO!

As pessoas que transitavam pelas vias adjacentes ao Teatro, ao ouvirem a gritaria em forma de protesto, dispuseram-se a fazer coro numa demonstração de apoio!

O mais sensacional de todos esses dramáticos espetáculos é que a maioria das pessoas que compareceu pertencia, na escala social, à classe baixa, se passando por membros das camadas privilegiadas, socialmente. Para o êxito dessa genial empreitada, usaram de seus mais impecáveis trajes, reservados para os dias de gala: terno de casimira azul marinho, peitoral branco e gravatinha de borboleta. Já os idosos recorreram ao uso das bengalas, numa postura elegante de chamar atenção, principalmente pela semelhança de um lord inglês! As mulheres se apresentaram bem paramentadas: chapéu, leque, vestidos longos e bem perfumadas, além do uso das jóias; o que dava a real aparência de verdadeiras damas da sociedade!

Refugiados no camarim, ELIZIANE GAMA, aos prantos, acusava o PACTO de comprometer sua futura eleição!... MÁRCIO JERRY, com as mãos trêmulas, tentava acalmá-la: 

- ELIZINHA, tais percalços fazem parte dos ossos do ofício, e não te esqueças que o maranhense tem a memória curta. Tão logo cairá no esquecimento. Do lado oposto aos companheiros, JOSÉ REINALDO, com a fisionomia cambiante, inclusive com diapasão de voz um tanto imperceptível, repetia:

- “O PACTO FOI-SE DE ÁGUAS ABAIXO! QUANTA DECEPÇÃO!!!”


RESUMINDO: não compreenderam tratar-se da vingança de um povo, reiteradamente espoliado em seus legítimos direitos! 


(*) Wagner Baldez - Servidor Público Aposentado, membro do Comitê de Defesa da Ilha, um dos fundadores do Instituto Maria Aragão. Integra a Executiva Estadual do PSOL/MA

domingo, 6 de setembro de 2015

100 DIAS DE GREVE NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS

Entre as duas campanhas, qualquer semelhança não é mera coincidência


Franklin Douglas (*) 

A greve nas universidades federais completou, nesta semana que passou, 100 dias de paralisação. Com poucos dias a menos que os técnicos-administrativos em educação, os professores também mantêm o movimento paredista. Na UFRJ, a greve chegou a ser decretada até por estudantes. A greve nas universidades federais evidencia dois fatos: o engodo do lema do governo federal PÁTRIA EDUCADORA; e, no plano local, o fim de uma alardeada capacidade gerencial do reitor Natalino Salgado.
No plano federal, a “presidenta” que ganhou a eleição, em outubro de 2014, não foi a que tomou posse, em janeiro de 2015. O programa trazido ao Planalto não foi o anunciado na campanha; o ministro da Economia, um gerente do capital financeiro, não foi o que se prometeu no pleito; o lema PÁTRIA EDUCADORA não passou de uma peça de marketing para ofuscar outro já inalcançado, PAÍS RICO É PAÍS SEM POBREZA. Nem a pobreza acabou, nem a educação tornou-se uma prioridade da Pátria, com Dilma Rousseff.
Eis o motivo da crise nas universidades federais: o governo optou pelo pagamento dos juros da dívida; o governo preferiu aumentar a taxa de juros; o governou optou pelos ricos, em seu segundo mandato!
E na lógica dos ricos, educação de qualidade é para poucos dos seus. Aos demais, basta um curso profissionalizante no PRONATEC! Nada de pensar crítico, de formação cultural sólida. No Brasil, parece que ainda estamos nos tempos da formação do trabalhador à moda do apertar parafusos, como satirizou Charles Chaplin, em seu filme “Tempos Modernos”.
Se a crise no país é econômica e de gestão, na UFMA, a crise é, sobretudo, de gestão. A principal crise na UFMA é da reputação do reitor, de sua imagem como gestor público e seu legado naquela universidade.
Antes de trombetear em toda a mídia a crise da UFMA, Natalino, em 12 dias de campanha, para eleger sua sucessora à reitoria, não falava em crise. Ao contrário, vendia uma UFMA dos sonhos: prometia um Restaurante Universitário em dois andares; Centros de Estudos climatizados, a exemplo dos Centros de Ciências Sociais-CCSo e de Ciências Humanas-CCH (onde há turmas cujo calor das 14 horas, e os mosquitos à noite, torna sofrível qualquer aula); garantia a reforma dos campi do continente; estruturaria os cursos de Medicina, em Pinheiro, e o BCT, em São Luís... tudo conversa fiada! Passada a eleição, a coisa mudou da água para o vinho!
Qualquer semelhança entre a campanha de Lula para Dilma e de Natalino para Nair não é mera coincidência! Foram forjadas num plano fora da realidade.
Lulista até o último fio de cabelo (nos tempos bons do lulo-petismo!), embora com raízes no PSDB, o reitor Salgado não trastejou em cuspir no prato que comeu. Em coletiva com a imprensa, colocou toda a culpa da crise da UFMA na crise do governo federal. Muito fácil!
Expôs os cortes na receita orçamentária, mas não tornou público onde estão suas despesas e a quem deve. A crise da reitoria é a crise de demissão entre os terceirizados? Faltou dizer que boa parte deles é empregada sob o clientelismo, e não por concurso público... Faltou recurso para concluir as obras? Deixou de dizer que, só para o prédio de Odontologia, foi disponibilizado, já após a anunciada crise, um adicional de mais um milhão de reais para terminar um prédio para o qual já recebeu recurso suficiente para ter concluído... Não disse se cortou as verbas de viagens e diárias da administração da UFMA...
Como na fábula recontada por Jean de La Fontaine, “A Cigarra e a Formiga”, ao invés de se preparar para os “tempos difíceis do inverno”, a Cigarra da UFMA preferiu cantar a si própria na mídia local, nos “tempos fáceis do verão”.
Da situação calamitosa da UFMA, resta uma das duas opções ao quase ex-reitor: (1) ou faltou competência para prever a situação econômica de arrocho; (2) ou gastou mal o que não tinha. Em qualquer das hipóteses: foi-se a imagem de bom administrador! Eis a verdadeira crise temida por Salgado.
NEM A “AGENDA BRASIL” DE RENAN-LEVY, NEM A “AGENDA SALGADA” DE SAÍDA DA CRISE INTERESSAM PARA A VERDADEIRA DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA E DA UFMA.

Nesses 100 dias de greve, é para essa situação que técnicos e docentes têm buscado, a todo momento, chamar a atenção da sociedade. Anestesiados pelo marketing eleitoral e pela interdição do debate dentro e fora da UFMA, a comunidade não se apercebeu do que acontecia. Agora, sobressaltados com a realidade, só resta uma saída para que a greve não chegue a 200 dias de paralisação: ampliar o apoio à defesa da universidade pública e aos professores e técnicos, exigindo do governo federal proposta concreta ao movimento e do ainda reitor da UFMA que abra sua planilha de despesas à sociedade. NEGOCIAÇÃO SÉRIA E TRANSPARÊNCIA: LÁ E CÁ!

(*)  Franklin Douglas - jornalista e professor, doutorando em Políticas Públicas (UFMA)