segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Lar da Infância

Lar da Infância
Pires de Saboia (*)


Era tarde. Bem longe o sol morria.
De longa ausência, eu ia grave e triste
Pela mesma de outrora alegre via
Para onde tanto o meu amar persiste

Depois.....a dor de recordar sofria!
Era o meu lar da infância. Ainda existe a mesma casa, o quarto onde eu dormia,
Transpondo o anos tudo enfim resiste!

Revi ao lado o rio, a cachoeira,
O açude junto da alta carnaubeira
Onde tanto brincava ao fim do dia.

Porém não mais ouvi a voz dos meus.
Quanto silêncio! Que tristeza oh Deus!
Somente a sombra de um passado havia.



(*) Wagner Baldez: A publicação é a pedido do jovem João Carlos Nepomuceno, de Barra do Corda-MA. Trata-se de um profundo admirador das obras do intelectual Pires de Saboia. Entretanto, relutei em divulgar a composição, receoso de provocar um surto de choro, cujas lágrimas derramadas pode levá-lo a uma desidratação ao ler aludido soneto, como aconteceu em outra ocasião!... O autor da poesia é pai do nosso companheiro Haroldo Saboia