sábado, 13 de maio de 2017

Artigo Wagner Baldez: BAIRRO DA LIBERDADE: INEXPUGNÁVEL TRINCHEIRA OPOSICIONISTA!

Walter Braga, Maria José Braga e Wagner Baldez


Por Wagner Baldez (*)

Envolvido por uma aura de satisfação, reservamos o tempo, embora exíguo, para falarmos de dois valorosos personagens, exemplos de dignidade e profundo idealismo, na maneira de se conduzirem como líderes do bairro onde residiam: Aldionor Salgado e Maria José Braga, conhecida na comunidade por Maria Braga. O bairro denomina-se LIBERDADE, coincidentemente, pelo nome, se deduz o que se passava na mente de seus moradores!

Entretanto, já se foram os tempos em que a maioria dessas localidades se arregimentarem, na defesa dos Partidos de Oposição contra os maus governos.

Dentre essas comunidades, a que mais se distinguiu foi o bairro da Liberdade; motivo pelo qual era considerado a inexpugnável trincheira oposicionista!

Atualmente, poucas as pessoas, a não ser os diletos filhos e alguns amigos, entre os quais o autor da presente matéria, conservam na memória a história desse verdadeiro e grandioso acontecimento, construído por um punhado de bravos e agregados companheiros, tendo por contribuição um único desejo: a liberdade do nosso Estado!

Dona Maria Braga, levada por uma acendrada paixão, fez de sua casa o comitê oposicionista, frequentado por jovens, na maioria, amigos dos seus filhos.

Entretanto, o que mais causava admiração consistia no seu profundo entusiasmo, que a todos contaminava, por verem nela um exemplo direcionado à defesa de uma nobre causa!

A maneira carinhosa como tratava os seus liderados, dando a nítida impressão de filhos, ao ponto de fornecer lanches e até refeições. Entre os mais assistidos constava os jovens Osmundo, Lourenço, Pedro Paulo e até o padre Bráulio. Ressaltando serem seus prediletos, devido à garra como atuavam no campo da política.

Ficávamos perplexos ao assistir toda aquela intensa movimentação conduzida pela líder e dona da casa; e nos nossos monólogos, dizia de mim para mim, como seria possível uma mãe de família, com sérias dificuldades de ordem financeira, possuir tanto fôlego e coragem para enfrentar situações análogas; ainda mais tendo aos seus cuidados uma extensa prole composta por 11 filhos?!...

Sem dúvida, além das qualidades que era possuidora, fora uma autêntica figura altruística!

Chegamos à conclusão que todas essas extraordinárias façanhas lhe retemperava o espírito sequioso de sonho e renovada esperança!

Por tudo que presenciamos, tornou-se a razão de nos colocarmos na posição de leais admiradores da família Braga.

A vida dessas criaturas, repetimos, enfrentando surtidas “dificulridades” – termo empregado por alguns interioranos. Adoro! –, tornara-se um verdadeiro estigma; porém, combatido com o rigor da altivez e determinação: razão pela qual os filhos nunca passaram fome!

A simplicidade como ela nos narrava as etapas da vida, dava-nos a impressão não de uma longa epopeia, mas de uma histórica página lírica!

Nascidos no Município de Peri-Mirim, com o passar dos anos o casal resolveu se mudar para a capital, no desejo de dar aos filhos melhores condições no campo da educação; já que o ensino aqui era de boa qualidade. O resultado dessa importante decisão é que esses obstinados guerreiros conseguiram, aos trancos e barrancos, formar todos os 11 filhos, atualmente assumindo importantes cargos através de concursos. Mais uma etapa superada pelo clã dos Bragas!

Quando da visita que lhe fizemos, a convite do nosso estimado hermano Walter – tratamento que me faz lembrar os altaneiros cubanos – e conservando uma impressionante lucidez, ela dizia-me:

– “Companheiro Wagner Baldez, eu e meu inesquecível marido Tetê, como era conhecido, trabalhamos com os dentes para comer com a gengiva”!

Emocionei-me ao ouvir tão significativo e emblemático ditado mencionado com espirituosa comparação; ainda mais por tratar-se de uma pessoa com seus 89 anos!

Abracei-a afetuosamente, ensejo em que recordamos os episódios vividos naquela saudosa época...

A campanha movida era à favor de Haroldo Saboia e Helena Heluy, resultando numa gloriosa votação: 80% dos votantes!

Sentimo-nos reconfortados em poder prestar as nossas homenagens a esses reconhecidos guerreiros, por tais comprometimentos assumidos.

Eis, portanto, os motivos de considerá-los condôminos dos nossos corações, como também hóspedes permanentes de nossas lembranças.

No dia 3 de janeiro de 2018, Dona Maria Braga completará 90 anos de gloriosa existência; data em que, todos seus companheiros de luta se farão presentes para festejar o seu aniversário; oportunidade em que exaltaremos, embora postumamente, a figura do comunista da gema, que, em vida, se chamava Aldionor Salgado, assíduo discípulo, como nós outros, da brava e exemplar Maria Aragão!!!



(*) Wagner Baldez - Servidor Público Aposentado, membro do Comitê de Defesa da Ilha, um dos fundadores do Instituto Maria Aragão. Integra a Direção Estadual do PSOL/MA

sábado, 6 de maio de 2017

Artigo Wagner Baldez: UMA EPOPEIA EFETUADA COM IMENSA SATISFAÇÃO!

Igreja-matriz de Barra do Corda



Por Wagner Baldez (*)

Cavalgando nas asas da imaginação, procuro inverter a marcha progressiva do tempo à busca de um fato histórico de expressiva relevância, ocorrido numa das partes do sertão maranhense.

Porém, mesmo com o problema de tempo associado à distância que, segundo cálculos, é de 440km, a viagem foi bastante agradável! Sobretudo por estarmos dominado pelo sugestivo desejo de conhecer, nas suas minudências, o desenrolar dos acontecimentos ali vividos.

Após superar aludidos pormenores, chego ao local planejado. O dia, mês e ano se dá em 3 de maio de 1835.

Por não haver, até então, uma denominação definida, só posso afirmar que me encontro no centro geográfico do estado.

Ao chegar, vindo de um ponto próximo de onde me encontrava, escuto vozes eivadas de alegria, semelhantes a algum ato comemorativo, logo identificado tratar-se de pessoas estranhas ao meio. No decorrer desse cenário festivo, aproximo-me do grupo a comemorar a tarefa de descobrir terras desconhecidas, sou levado à presença do chefe da expedição vitoriosa. Trata-se do sertanista Manoel Rodrigues de Melo Uchôa, herói da batalha do Jenipapo (PI).

Abraçamo-nos efusivamente, oportunidade em que o parabenizo pela conquista alcançada!

Daí acontecer falar-me a respeito da geografia da região: matas exuberantes, constituídas, na sua maioria, de madeiras de lei; seus inúmeros mananciais de águas, a exemplo dos rios Corda e Mearim – este apropriado para navegação.

A natureza foi pródiga com esse pedaço de chão, acrescentou. Em assim sendo, afirmava ter o local condições de ser tornar, muito em breve, um próspero e fecundo município, quer seja no plano sociocultural, político e econômico. Justamente essa sua notável e bem calculada profecia veio a se realizar.

A verdade, confirmada pela História, garante-nos que o progresso dessa terra, deve-se, sobretudo, à contribuição prestada pelos cidadãos Frederico Figueira, mas, principalmente, pelo então magistrado Dr. Isac Martins, que desempenhou substancial papel relacionado com a educação, sua mais fervorosa paixão!

A razão da presente matéria se dá pelo fato de vir essa cidade a completar 182 anos de alcantilada existência.

Que o munícipio de Barra do Corda continue na sua marcha vitoriosa, e que a vida dessa comunidade seja um eterno amanhecer!

Viva Barra do Corda altiva e soberana na condução dos seus destinos!



(*) Wagner Baldez - Servidor Público Aposentado, membro do Comitê de Defesa da Ilha, um dos fundadores do Instituto Maria Aragão. Integra a Direção Estadual do PSOL/MA

quinta-feira, 4 de maio de 2017

DEMARCAÇÃO JÁ! Artistas lançam vídeo em defesa da causa indígena

Mais de 25 artistas defendem
a causa com a música "Demarcação Já"


terça-feira, 2 de maio de 2017

Deputados de classe... Organização empresarial homenageia deputados à favor da terceirização



PELA TERCEIRIZAÇÃO

Dos deputados ligados ao grupo Sarney: Aluisio Mendes, Cleber Verde, Hildo Rocha, João Marcelo, Júnior Marreca, Juscelino Filho e Victor Mendes

Dos deputados com Flávio Dino: José Reinaldo Tavares e Pedro Fernandes.

sábado, 29 de abril de 2017

Greve Geral: Só não viu quem não quis... (IV)



Do álbum de Wagner Cabral - aqui.

Greve Geral: Só não viu quem não quis... (III)




Do álbum de Wagner Cabral - aqui.

Greve Geral: Só não viu quem não quis... (II)




Do álbum de Wagner Cabral - aqui.

Greve Geral: Só não viu quem não quis... (I)



Do álbum de Wagner Cabral - aqui.

Artigo Wagner Baldez: UMA CRÍTICA DOSADA NO MOLHO DA VERDADE!



Por Wagner Baldez (*)

Você não me conhece... e eu muito menos a seu respeito!

Nesse particular, você continua a não se interessar pelas condições em que me encontro: não entendendo as razões desse seu esdrúxulo procedimento! Embora sendo o meu sofrimento do conhecimento público.

As chagas verificadas em meu corpo são tantas – em tamanho e profundidade – que comprometem as vidas das pessoas que transitam sobre o espaço que ocupo, mormente os transportes coletivos procedentes do interior da ilha; além dos demais tipos de veículos terrestres...

São esses elementos causadores da minha dramática enfermidade. No entanto, nenhuma providência do Poder Público, que até a presente data não me socorreu! Daí aumentar a deformação do meu perfil visivelmente anfractuoso em toda a extensão! Infelizmente dependo de sua ajuda ou boa vontade política!

Agora chegou a ocasião de identificar-me: faço parte da geografia urbana da nossa capital; tendo por nome Travessa do Mercado Central e apelidada de Praça do Gasômetro, localizada em trecho que gravita na órbita desse edifício (outra vítima da municipalidade!).

Com sua efetiva assistência, você estará não só preservando a sua própria administração como evitará que os endêmicos males de que sofre esta cidade sejam definitivamente normalizados.

Caso resolva me visitar, acredite que até os paralelepípedos lhe aplaudirão!!!



(*) Wagner Baldez - Servidor Público Aposentado, membro do Comitê de Defesa da Ilha, um dos fundadores do Instituto Maria Aragão. Integra a Direção Estadual do PSOL/MA

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Artigo Wagner Baldez - UMA DENÚNCIA À GUISA DE AJUDA





Por Wagner Baldez (*)


Assistimos com freqüência o alerta dado pelo órgão responsável pelo saneamento ambiental de nossa cidade, a respeito do perigo causado pelo Aedes Aegypti  através do mosquito transmissor da Dengue.

Nessa campanha, inclusive, consta a orientação como as pessoas devem proceder, a fim de evitar a proliferação das larvas em águas acumuladas no interior dos objetos expostos no tempo.

Entretanto, o que vem nos causando surpresa quanto às ditas particularidades é que, paradoxalmente, referido compromisso não vem sendo praticado pelo respectivo setor; haja vista  acontecer que, em alguns dos logradouros públicos de nossa capital, o receituário deixou de ser executado na forma prevista pelo próprio órgão responsável!

Tanto assim o é que a desativada fonte luminosa da Praça da Misericórdia conserva grande volume d’água na sua bacia, usada para lavagem de roupa pelos que lá perambulam o dia inteiro.

Será que a água ali depositada não venha servir de criatório para a vida desse tipo de mosquito?

A resposta fica reservada aos técnicos que cuidam desse trabalho em nossa cidade.


(*) Wagner Baldez - Servidor Público Aposentado, membro do Comitê de Defesa da Ilha, um dos fundadores do Instituto Maria Aragão. Integra a Executiva Estadual do PSOL/MA

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Artigo Wagner Baldez - A Praça Não é Mais Nossa!...






Por Wagner Baldez (*)


Em todos idos, as praças de São Luís eram construídas para o embelezamento de nossa urbe e lazer da população, principalmente das crianças!

Dava imenso prazer freqüentar esses logradouros públicos, já que tais locais ofereciam condições as mais atrativas para a meninada se divertir, sendo variadas as brincadeiras: Pegadô, Porfia, Preto-Fugido, Velocípedes etc, etc.

Além dessas distrações, elas se deleitavam com as flores coloridas e perfumadas existentes nos jardins, o que tornava o ambiente mais agradável! Distinguiam-se, nesse espaço, o fim de verão, jasmim, angélica e rosa.

Nessa particularidade nos fazer recordar os cuidados ou tratos dispensados pelos jardineiros às referidas planas. Motivo pelos quais permaneciam viçosas!

No momento da saudosa despedida, sem que o jardineiro percebesse, tínhamos por hábito retirar dos canteiros alguma dessas flores para enfeitarmos o santuário das nossas casas, embora referida atitude fosse repreendida pelas nossas mães!

Acontece que, de certo tempo pra cá, tudo se tornou diferente. Pelo que assistimos, essas vias públicas mais se assemelham a um Mercado Persa!... haja vista os espaços passarem a ser ocupados pelo comércio informal, apagando toda a beleza existente da época de criança; provocando, inclusive, profunda tristeza, inconformação e revolta!


Em razão de tudo o que foi exposto, nos dá a certeza da praça não ser mais nossa! ...





(*) Wagner Baldez - Servidor Público Aposentado, membro do Comitê de Defesa da Ilha, um dos fundadores do Instituto Maria Aragão. Integra a Executiva Estadual do PSOL/MA

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Artigo Haroldo Saboia - (cena da política maranhense) BRIGA DE GENTE GRANDE


Por Haroldo Saboia - via Facebook


O episódio de Bacabal - em que o ministro Gilmar Mendes concede liminar assegurando a posse do ruralista José Vieira -, além de ilustrar intrincadas relações de poder, revela o governador Flávio Dino absolutamente à vontade no exercício de velhas práticas políticas.
Já não se trata do jovem egresso da política estudantil de esquerda com uma década de experiência na magistratura.

Nem tampouco do novo e repentino amigo e aliado do governador José Reinaldo (ainda nos Leões, em ruptura com os Sarneys) que o elege deputado federal, em 2006, e governador, em 2014, ao comandar uma poderosa articulação de forças locais em dissidência com a velha oligarquia.

Não! Não! Nem mais uma sombra de qualquer romantismo de esquerda! Nada! A imagem com que Flávio se apresenta, hoje, aos maranhenses é de um político inteligente, astuto e ambicioso, cada vez mais ávido de poder e fama, mesmo que às custas de fatias crescentes do orçamento público da Comunicação.

O episódio de Bacabal é emblemático pela frieza com que é apunhalado um adversário até então dócil e cordial. 

É briga de gente grande que lembra disputas florentinas ora refinadas, ora de inusitadas atrocidades!

Envolve diretamente o Senador João Alberto e o governador Flávio Dino.
Reza a lenda que sua origem está nas relações do grupo do Senador do PMDB com o Palácio dos Leões.


João Alberto, governista empedernido, desde o início do governo Dino buscou estabelecer laços franciscanos e pontes fisiológicas com os novos palacianos. Cedo constituiu o PMDB chapa branca liderado na Assembleia pelo Deputado Roberto Costa – votando sempre ou quase sempre as propostas governistas.





Na Assembleia, a oposição ao governo Flavio Dino, em consequência, ficou restrita ao PMDB autenticamente oligárquico, integrado por deputados familiares: Andrea Murad, Adriano Sarney, Edilásio Filho e Sousa Neto.

A pedido do governador, João Alberto teria levado o PMDB de São Luís a não apoiar qualquer candidatura “competitiva” à prefeitura, para não ceder, portanto, seu precioso tempo de TV. O PMDB chapa branca do senador optou por lançar na Capital candidatura própria.

Em Bacabal, em contrapartida, seu candidato, Roberto Costa, navegou em céu de brigadeiro. Mesmo sem a maioria dos votos, Costa foi proclamado eleito, pois José Vieira, vitorioso nas urnas, concorrera sub judice já que sua candidatura houvera sido indeferida pela Lei de Ficha Limpa.

Eis que, de repente, uma liminar assinada pelo reconhecidamente insuspeito ministro Gilmar Mendes se abate sobre o pupilo do senador.






A decisão que impede Roberto Costa de tomar posse teria sido recebida por João Alberto como um brutal contragolpe, um verdadeiro rompimento de um pacto, como uma traição a um acordo firmado desde o início do governo dinista.

É que o Brasil todo conhece as excelentes relações do ultraliberal e conservador Gilmar Mendes com o presumível comunista Flávio Dino, do PC do B.

Dino ainda juiz, após ter assessorado Nelson Jobim no STF, aproximou-se e tornou-se amigo de Gilmar Mendes.

Eleito deputado federal em 2006, e derrotado ao pleitear o governo do Estado, em 2010, Flavio, sem mandato, no início de 2011, aceitou convite de Gilmar Mendes para dirigir o seu Instituto de Direito Público (IDP) - em Brasília.

E lá permaneceu até que o PCdoB viabilizasse junto a presidente Dilma Rousseff sua ida para a presidência da EMBRATUR.

Governador, Flávio Dino não esqueceu nem o Instituto de Direito Público nem o seu amigo ministro Gilmar Mendes.


Já no primeiro ano de sua gestão, contratou o Instituto de Direito Público (IDP), através da Escola de Governo do Maranhão, para ministrar o curso “Aperfeiçoamento e Atualização nos Fundamentos e Procedimentos da Administração”.




Do valor global do contrato, já foram pagos 1.446.966,40 reais (entre abril e setembro de 2016) do total de 4.793.932,00 reais empenhados desde 2015.

QUASE 5 MILHÕES DE REAIS DO ORÇAMENTO DE UM ESTADO POBRE por um curso de 102 horas-aula “que utiliza metodologia online na modalidade Ensino a Distância (EaD)”: dividido em três módulos com a previsão de serem abertos “por seminários presenciais com renomados profissionais” (site da Escola de Governo do Maranhão,EGMA,01/03/2016 ).

Diante desse cenário, uma pergunta circula nos três poderes maranhenses e na Justiça Eleitoral: como será o próximo round desta contenda João Alberto X Flávio Dino, dessa “briga de gente grande”?!