sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Artigo Wagner Baldez - UMA DENÚNCIA À GUISA DE AJUDA





Por Wagner Baldez (*)


Assistimos com freqüência o alerta dado pelo órgão responsável pelo saneamento ambiental de nossa cidade, a respeito do perigo causado pelo Aedes Aegypti  através do mosquito transmissor da Dengue.

Nessa campanha, inclusive, consta a orientação como as pessoas devem proceder, a fim de evitar a proliferação das larvas em águas acumuladas no interior dos objetos expostos no tempo.

Entretanto, o que vem nos causando surpresa quanto às ditas particularidades é que, paradoxalmente, referido compromisso não vem sendo praticado pelo respectivo setor; haja vista  acontecer que, em alguns dos logradouros públicos de nossa capital, o receituário deixou de ser executado na forma prevista pelo próprio órgão responsável!

Tanto assim o é que a desativada fonte luminosa da Praça da Misericórdia conserva grande volume d’água na sua bacia, usada para lavagem de roupa pelos que lá perambulam o dia inteiro.

Será que a água ali depositada não venha servir de criatório para a vida desse tipo de mosquito?

A resposta fica reservada aos técnicos que cuidam desse trabalho em nossa cidade.


(*) Wagner Baldez - Servidor Público Aposentado, membro do Comitê de Defesa da Ilha, um dos fundadores do Instituto Maria Aragão. Integra a Executiva Estadual do PSOL/MA

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Artigo Wagner Baldez - A Praça Não é Mais Nossa!...






Por Wagner Baldez (*)


Em todos idos, as praças de São Luís eram construídas para o embelezamento de nossa urbe e lazer da população, principalmente das crianças!

Dava imenso prazer freqüentar esses logradouros públicos, já que tais locais ofereciam condições as mais atrativas para a meninada se divertir, sendo variadas as brincadeiras: Pegadô, Porfia, Preto-Fugido, Velocípedes etc, etc.

Além dessas distrações, elas se deleitavam com as flores coloridas e perfumadas existentes nos jardins, o que tornava o ambiente mais agradável! Distinguiam-se, nesse espaço, o fim de verão, jasmim, angélica e rosa.

Nessa particularidade nos fazer recordar os cuidados ou tratos dispensados pelos jardineiros às referidas planas. Motivo pelos quais permaneciam viçosas!

No momento da saudosa despedida, sem que o jardineiro percebesse, tínhamos por hábito retirar dos canteiros alguma dessas flores para enfeitarmos o santuário das nossas casas, embora referida atitude fosse repreendida pelas nossas mães!

Acontece que, de certo tempo pra cá, tudo se tornou diferente. Pelo que assistimos, essas vias públicas mais se assemelham a um Mercado Persa!... haja vista os espaços passarem a ser ocupados pelo comércio informal, apagando toda a beleza existente da época de criança; provocando, inclusive, profunda tristeza, inconformação e revolta!


Em razão de tudo o que foi exposto, nos dá a certeza da praça não ser mais nossa! ...





(*) Wagner Baldez - Servidor Público Aposentado, membro do Comitê de Defesa da Ilha, um dos fundadores do Instituto Maria Aragão. Integra a Executiva Estadual do PSOL/MA